Sanasa adopta CIPP en Campinas

A tecnologia que revoluciona o saneamento no Brasil acaba de ganhar mais um capítulo

Em maio de 2026, a Sanasa — responsável pelo abastecimento de água de Campinas (SP) — anunciou o uso de reabilitação não destrutiva CIPP (Cured In Place Pipe) pela primeira vez na cidade. A obra vai recuperar 430 metros de uma adutora com mais de 60 anos na Avenida da Saudade, sem escavações de grande porte e sem interromper o fornecimento de água à população.

A tubulação em questão é de concreto armado, com 450 mm de diâmetro, e já sofreu rompimento em abril de 2025 — um sinal claro de que a infraestrutura de saneamento do país está no limite. O problema não é exclusivo de Campinas. Pelo Brasil afora, cidades de todos os tamanhos convivem com redes subterrâneas envelhecidas, muitas delas instaladas há décadas, quando os métodos disponíveis para manutenção eram apenas os tradicionais: escavar, substituir e refazer o asfalto. Um processo caro, lento e que impacta diretamente o dia a dia da população.

 

A escolha da Sanasa pelo CIPP não foi por acaso. A obra está localizada numa avenida de alto tráfego — exatamente o tipo de situação em que a tecnologia não destrutiva se destaca. Sem precisar abrir grandes valas ao longo dos 430 metros do trecho, a companhia mantém o fluxo de veículos, reduz o impacto sobre o comércio local e entrega uma solução estruturalmente equivalente a uma tubulação nova. O gerente de distritos da Sanasa resumiu bem: “a tecnologia utilizada possibilita que menos intervenções sejam realizadas a céu aberto, portanto, sem grandes interferências”.

 

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